O arquipélago de São Tomé e Príncipe não era povoado quando os navegadores portugueses o descobriram a 21 de Dezembro de 1470. Os primeiros habitantes são por conseguinte os colonos e escravos oriundos da costa africana e mais tarde, das outras colónias portuguesas (Angola, Cabo Verde, Moçambique, etc.). Portanto, os portugueses solteiros são convidados a povoar a ilha tomando as mulheres africanas: muito rapidamente, após duas ou três gerações, uma parte do poder económico do arquipélago fica nas mãos de uma população crioula nascida deste encontro: os “forros”, que são a característica principal de São Tomé e Príncipe em relação às outras colónias. As condições climáticas de São Tomé e Príncipe revelam-se mais favoráveis que as de Cabo Verde, a ilha torna-se rapidamente o primeiro produtor africano de açúcar ao mesmo tempo uma placa giratória do tráfico de escravos. São Tomé e Príncipe é no século XVI um lugar próspero onde se instaura uma organização social e política específica ao arquipélago. Do século XVII até ao século XIX a concorrência do Brasil na produção de açúcar faz desmoronar esta economia próspera que se endireita com as grandes plantações (roças) de cacau e de café para satisfazer o crescente pedido mundial. A escravidão é abulida em 1878 mas, transformada em trabalho forçado nas roças. Os trabalhadores não são mais escravos mas “ trabalhadores contratuais voluntários” trazidos das outras colónias portuguesas (Angola, Cabo Verde e Moçambique). De 1900 até 1913 a exportação de favas de cacau passa de 14.000 toneladas à 36.000 toneladas. A frente do boicote internacional de São Tomé e Príncipe decretado em 1909 após as divulgações feitas sobre o trabalho forçado dos “ trabalhadores contratuais”, as roças “humanisam-se” e o rendimento diminui. No fim dos anos 40, o governador está determinado a regularizar o problema da mão de obra, forçando os “forros” ao trabalho nas “roças”. A tensão provoca então o massacre de Batepá, a 3 de Fevereiro de 1953, que teria feito mais de 1.000 mortes por tortura eléctrica e afogamento, principalmente. Este episódio marca o início do nacionalismo santomense, com a criação, em 1960 pela elite forros em exílio do CLSTP (Comité de Libertação de São Tomé e Príncipe) que em seguida, em 1974, virá a ser o MLSTP (Movimento de libertação de São Tomé e Príncipe). A revolução dos cravos em Portugal que põe termo à ditadura de Salazar, provoca a fuga dos portugueses que impuseram a sua autoridade desde há cinco séculos. A 12 de Julho de 1975 é decretada a independência, o MLSTP toma então o poder e designa Manuel Pinto da Costa como primeiro Presidente da República Democrática de São Tomé e Príncipe. Em 1991 Miguel Trovoada é eleito Presidente da República e é reeleito novamente em 1996. O actual Presidente da República, desde 2001, é Fradique de Menezes.